Moinhos de vento

PCB Foz 1 de maio de 2014 Comentários

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Atentai-vos trabalhadores para este grito que ecoa por entre as ruas
Trabalho, consumo, a roupa padrão, a comida envenenada
A pílula certa para tranqüilizar as dores do desespero
Homens, mulheres, crianças
Favelados, negros e famintos
Descaradamente arrancam-lhes seus membros
extirpado silenciosamente do rol social ,desta “Solidária e amorosa sociedade”
Uma faca que faz sangrar os inocentes
O discurso de igualdade de oportunidade
A cegueira do gado aprisionado numa falsa democracia

A felicidade plena !
onde a informação, saúde e educação é como um arco-íris quando tentamos nos aproximar
Como falar em ser feliz em um mundo que tu sofres o ônus de um suposto bônus?
Onde a felicidade está no celular com sua tecnologia descartável?
O que dizer do calvário bancário
O pecado de ser mal pagador, onde o mensageiro da morte arranca-lhes o coração
Financiar, juros altos, o individualismo, a intolerância alimenta o monstro faminto
Que espécie de criatura gigantesca que arranca o pouco que resta de vigor físico do trabalhador?
Não resta duvida que podemos ter sonhos,mas a luta contra os moinhos é o melhor remédio
A ilusão é como criança na vitrine de doces.
Esta é uma breve carta retiradas do palco das inquietações diárias,onde predomina a arte da super exploração do trabalhador.