À Direção Estadual do PSTU no Paraná

PCB Foz 18 de setembro de 2014 Comentários
À Direção Estadual do PSTU no Paraná

Do Comitê Regional do PCB no Paraná
Resposta à carta aberta do PSTU

O PCB tem reafirmado ao longo dos últimos anos seu compromisso com a unidade de todos aqueles que lutam pelo socialismo e que tem resistido bravamente ao pacto social conservador que sustenta o atual governo e os anteriores.

Temos participado de importantes iniciativas unitárias da esquerda revolucionária aqui no Paraná, como o Bloco de Oposição à Direção da APP-SINDICATO, a FRENTE DE LUTA PELO TRASNPORTE DE CURITIBA, a luta contra a privatização do HC, dentre tantas outras lutas de nossa classe.

Portanto, para além do momento eleitoral o PCB procura construir alianças que expressem pontos programáticos unitários com o objetivo de contribuir para construção de uma verdadeira Frente de Esquerda que não se limite aos partidos registrados no TRE.

Entendemos que somente a unidade nas lutas cotidianas e a aproximação programática entre os partidos e organizações da esquerda revolucionária será capaz de superar a lógica de acordos eleitorais motivados por conveniências momentâneas.

Precisamos avançar para pontos programáticos unitários, visto que é necessário que a esquerda revolucionária se envolva em torno de um projeto estratégico pra que nos apresentemos com uma alternativa real e eficaz de tomada do poder.

Dada a inexistência de uma Frente de Esquerda para além dos momentos eleitorais, o PCB no Paraná decidiu por não coligar com nenhum partido e lançar candidaturas próprias nestas eleições. No entanto, por motivos incontornáveis não foi possível lançar candidaturas ao Governo e ao Senado.

Respeitamos a decisão do PSTU e do PSOL em apresentar suas candidaturas, mas não vemos mudanças substanciais no cenário político que nos levem a mudar de posição. Entendemos que mesmo que não estejamos juntos em uma mesma coligação, devemos ter unidade na luta. As chapas da esquerda devem estar a serviço de nosso objetivo principal que é fazer nossas denúncias, dar visibilidade às pautas de junho de 2013 e apresentar nossas alternativas.

É necessário também não aparelhar as lutas e respeitar as forças de esquerda, inclusive aqueles que optaram pelo voto nulo, pois entendemos que esta também é uma forma de expressão política. Não compartilhamos hoje aqui no Paraná do mesmo palanque que PSOL e PSTU, nem por isso pretendemos combater ou enfraquecer estas candidaturas.

Pelo contrário, para o PCB as candidaturas ao Governo do Bernardo Pilotto e do Rodrigo Tomazini, assim com as candidaturas ao Senado do Piva e do Evandro são as únicas que apresentam reais avanços para os trabalhadores no Paraná. Neste sentido, desejamos que estas candidaturas estejam à altura das tarefas colocadas e sejam capazes de abrir um debate programático que unifique as forças de esquerda no estado.

Por fim, ressaltamos que recebemos com estranheza a carta do PSTU pelo menos por 2 motivos. Primeiro o que diz respeito ao método, pois não houve nenhuma reunião entre as direções das organizações para discutir a unidade no período eleitoral, e para o PCB a forma de fazer acordos programáticos por meio de correspondências públicas é uma novidade e julgamos inadequada.

O segundo motivo diz respeito ao mérito, pois vemos uma contradição entre o discurso e prática dos companheiros, que acusam o PSOL de reformista no Paraná, ao passo que estão coligados com o PSOL em estados como no Rio Grande do Sul, Alagoas e São Paulo.

Sabemos que as eleições passam e as lutas continuam. De nossa parte continuaremos com o compromisso de contribuir para a construção da unidade das forças anticapitalistas e anti-imperialistas com o intuito de construir uma real e eficaz alternativa de poder para os trabalhadores.

Saudações Comunistas,

PCB – Comitê Regional do Paraná

09 de setembro de 2014