Luta de classes no modernismo tecnológico e informações rápidas

PCB Foz 3 de janeiro de 2013 Comentários
Luta de classes no modernismo tecnológico e informações rápidas

CLASSES SOCIAIS*[C1]

Luiz Carlos Silva

A esquerda juvenil só pode fazer alguma ideia do que seja, a ‘luta’, a guerra, a disputa, o atrito, entre as diversas classes sociais: trabalhadores assalariados, proletariado, pequena burguesia e burguesia dominante (desta forma, na maioria dos municípios periféricos): “A Luta de Classes”.

E que acontece em cada cidade; no Estado, na Federação e internacionalmente, quando passa a assumir outras características de luta entre Estados, já em defesa dos Estados, e esta última formamacro – é a forma que a ‘Terceira Via’, a ‘Social Democracia’ tenta trazer para dentro da “luta de classes”, com os “Fóruns”; evidentemente para “tampar o sol com a peneira”, dissimulando a Luta de Classes.

O grande erro (improvável) do estrategista ‘Ilitche’ foi imaginar que uma parte significativa da população ativista da Rússia compreendesse perfeitamente (a ponto de torna-la pública, e como condição da revolução e a posteriori) o que significava a luta de classes e que esta luta, independe da ‘vontade de qualquer um’; e que se trata, de identifica-la ou não. De ampliar socialmente a luta, no seu cotidiano, ou não. E que isso diferencia um ativista de um esquerdista à moda…

É mais que evidente que por se tratar de “luta”, ao invés de religião: “dai a Cesar o que é de Cesar”; samba: “quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça, ou doente do pé”; é algo a ser camuflado, oculto, para que não tome proporções maiores e se despontem as lideranças naturais, independente das ‘gerações’ (ex. questão da reciclagem do lixo).

E este é todo o mistério da questão e a própria ação ‘ideológica’ da luta de classes: a religião aqui, não tem a forma Cristã original, assume ‘escancaradamente’ a forma política, esta mesma, que toma partido político. Quanto ao samba e adjacências é a pura necessidade de ocupação e renda, em retribuição cumpre a função da desinformação, às massas, da vida política real, então, leva a fama. Chico Buarque era o verdadeiro “sambista malandro: tem mulher e filho e tralha e tal” e foi afastado da mídia. Portanto, há o malandro e o malandro!

A consciência burguesa (a ideologia burguesa) não suporta a ideia de ser “discriminada”, enquanto classe opressora, isso desmancha seus castelos de inspiração poética e bom’mocistas (Plínio de A. Sampaio) e a coloca no plano real, de ações reais de compartilhamento da riqueza social, a isso respondem como o patrão de Foz, que disse ao seu advogado: “gasto 50 mil com processo, mas não pago 5 mil para esse sujeito (seu ex-funcionário)”.

A tese real do “Pão e Circo” é a mais obvia demonstração de domínio inútil (à moda dos 50 mil reais do patrão), à realidade de quem necessita de um SUS; de um bom salário; quando a conta mínima de uma pessoa, (sem passar fome) para alimentação, transporte, estrago de roupas, desgaste na saúde e outros são de R$ 40,00 por dia, sem qualquer tipo de desconto. Se isso, e o salário mínimo das categorias, não é um conflito, não é também um acordo!


 [C1]Chamam-se classes a grandes grupos de homens que se diferenciam pelo seu lugar no sistema historicamente determinado de produção social, pela sua relação (na maioria dos casos confirmada e precisada nas leis) com os meios de produção, pelo seu papel na organização social do trabalho e, por conseguinte, pelos meios de obtenção e pelo volume da parte da riqueza social de que dispõem.

Luiz Carlos Silva é militante do PCB em Foz do Iguaçu.