PCB carrega no seu interior as principais contradições já vividas pelo Brasil

PCB Foz 26 de agosto de 2012 Comentários

* Claudio Reis
Este ano, o PCB está completando 90 anos de História! 90 anos… Nove décadas de muitas lutas e derrotas, mas sempre do lado do trabalhador. Quantos já estiveram em suas fileiras? Muitos. Uns retirados forçosamente, outros saíram por livre-escolha. Muitos deram a vida pela revolução e pelos trabalhadores, outros se tornaram defensores do capitalismo. Coisas comuns em política e que se explicam na própria história. O fato é que nenhum outro partido dos dias atuais carrega no seu interior as principais contradições já vividas pelo Brasil. Isso é sinal de importância do PCB e não de fraqueza.

Hoje vivemos num período histórico bastante conturbado. Estamos num momento raro de incertezas. E isso não só em nosso país. O mundo pede mudança, o que infelizmente nem sempre ocorre. Momentos como esse as portas se abrem. Os indivíduos, querendo sair da insegurança, da infelicidade e da miséria, entram, mas nem sempre encontram aquilo que esperavam. Hoje vivemos num mundo social muitas vezes dominado pelas forças políticas e morais mais abomináveis, alimentadas pela intolerância, pela arrogância, pela exploração mais perversa. Estamos diante de cenários cada vez mais próximos dos mais bárbaros exemplos de crimes contra a humanidade. E o que vemos do poder “legal” e estabelecido: a indiferença sobre tudo isso. No Brasil, os burgueses ficam cada vez mais ricos e sempre na proporção inversa dos miseráveis, dos trabalhadores (do campo e da cidade). Estes, os grandes gerados da riqueza nacional, são os que dela nem chegam perto. Quanto a isso devemos mesmo respeitar Marx.

Todavia, como felizmente a história não é linear, já que tudo isso se insere em contradições e antagonismos, é possível sim acreditar na transformação – que cada vez mais nos exige uma maior radicalidade. Felizmente entre as possibilidades encontradas também está aquela da emancipação humana. Não em sentido místico, claro. Mas em sentido humano, fruto da luta, da resistência e da rebeldia. E qual o papel do PCB e de todos aqueles que vivem antagonicamente neste cenário? Certamente, o PCB é um dos poucos partidos de hoje que pode contribuir para a construção do Poder Popular, do trabalhador e da trabalhadora. Que pode e deve inserir a luta comunista nos movimentos sociais, na mesma medida em que incorpora os seus anseios. Oportunista? Não, pois a natureza histórica do PCB sempre foi de defesa do comunismo. Há 90 anos…

Claro que o trabalho de construção de um novo mundo é extraordinariamente difícil, repleto de avanços e recuos, vitórias e derrotas. Mas o PCB não é um partido que teme a derrota, não teme perder as eleições. Isso porque ele não vive disso. Sabe que nem sempre terá a vitória, mas quando a tiver será sempre algo substancial. Sabe que nem sempre ganhará a eleição, mas se ganhar será uma trincheira a mais contra o capital. A única coisa que deve amedrontar o PCB é o que um certo italiano disse: “o velho morre e o novo não consegue nascer”.

Hoje o PCB é uma realidade efetiva, uma bela Fênix que está aí para ajudar a realizar os sonhos de milhões, mas também para concretizar o pesadelo de alguns.

Claudio Reis é militante.

Serviço
PCB Foz do Iguaçu
www.pcbfoz.blogspot.com
E-mail: pcbfoz@gmail.com