Correios de Foz aumentam perseguições a funcionários

PCB Foz 26 de agosto de 2017 Comentários
Correios de Foz aumentam  perseguições a funcionários

Os funcionários dos Correios em Foz do Iguaçu estão sofrendo cada vez mais ataques deferidos pela Gerência de Supervisão. A pressão exercida pelos comissionados que exercem cargos de chefia sobre os concursados piorou muito nos últimos meses com objetivo de acelerar as injustas demissões de trabalhadores na cidade.

A sacanagem consiste em perseguir funcionários, fazendo cobranças demasiadas naqueles com dificuldades de adequação por problemas de saúde. Com o “funcionário fragilizado”, são realizadas advertências seguidamente para facilitar abertura de processos administrativos que resultem em demissão por “justa causa”.

Esse crime nefasto cometido no município satisfaz a orientação da direção nacional visando o sucateamento e a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — uma vez que o plano de demissão voluntária não atingiu o total esperado.  O intuito é enxugar ao máximo os concursados, forçando terceirização de todas as atividades da ECT.

Perseguição - Em Foz do Iguaçu, o Gerenciamento de Competência e Resultados não tem usado parâmetros e critérios objetivos, nítidos e transparentes. Emite pareceres subjetivos com frequência. Eis um exemplo: recentemente relatou que funcionário “demonstrou experiência e conhecimento; mas necessita de acompanhamento e orientações frequentes para desenvolver iniciativa na prática desta competência”.

Contudo na avaliação GCR 2016/ 2017 a Supervisão jamais, em momento algum, deu ciência de eventual falha.  Pior… a Gerência fez avaliação de forma tendenciosa e não seguiu as regras dos manuais da empresa, ou seja, reuniões periódicas, orientações e acompanhamento. Sendo assim foi pedido acompanhamento para GCR 2017/2018.

Para agravar ainda mais a perseguição, está cobrando o funcionário de realizar intervalos superiores aos estipulados pela empresa. Acusa, ainda, o servidor de injustamente não deixar os avisos de tentativas de entrega de Remessa Expressa, quando na verdade todas as tentativas são copiadas devidamente.

O absurdo da perseguição não para por aí. Tem mais abuso de poder. A Gerência de Supervisão diz que o funcionário é obrigado a entregar todas as cartas simples do DP 821 de forma diária, sem deixar resíduo na mesa. Mas como isso se a própria empresa implantou entregas em dias alternados das cartas simples?

Para completar, a Gerência de Supervisão acusa o funcionário de gerar prejuízo à imagem da empresa ECT. A pergunta que fica é: que prejuízo? Com toda essa pressão, o funcionário não consegue trabalhar e não consegue nem dormir à noite por causa da perseguição.
Este é um relato de um funcionário, que serve de exemplo para vários casos de trabalhadores que hoje vão para os Correios à base de remédios controlados.  Tudo isso porque a empresa age de forma imparcial, aplicando resultados todos iguais.

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